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Publicado em: 12/03/2019

Por: PMEBPG


Auxiliar de merendeiro se reveza entre cozinha e aulas voluntárias de violão


Foto Notícia

Diego Nascimento ensina música a alunos da EM Joaquim Ferreira Mourão


Os acordes dos instrumentos traduzem as cifras da música Tempo Perdido, da Banda Legião Urbana. Dentro da sala, três jovens sentados um do lado do outro acompanham atentamente o dedilhar das mãos de Diego Braz do Nascimento, 35 anos. O servidor público, lotado na EM Joaquim Augusto Ferreira Mourão, dedica parte do seu tempo livre, fora do horário de trabalho, para ensinar os alunos da unidade a tocar violão.


As aulas retomaram nesta segunda-feira (11) e ocorrem todas segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 15 às 18 horas. As atividades ministradas pelo servente I (auxiliar de merendeiro) são realizadas sempre no contraturno escolar e atendem estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Nas primeiras duas horas, Castanho ensina os jovens do 8º e 9º ano e, na última parte de atividade, as crianças do 6º e 7º anos.


Durante cada encontro, os estudantes aprendem sobre a postura com o violão em mãos, adaptação e agilidade muscular para alcançar as notas e os principais movimentos. No repertório, os jovens aprendem a tocar músicas de bandas do Pop/Rock nacional, MPB e Reggae. Além de Tempo Perdido, a canção “A Estrada”, do Cidade Negra, também serve de referência de trabalho com os alunos.


Com as crianças, o auxiliar de merendeiro compartilha o conhecimento adquirido durante os dois anos e meio da Faculdade de Licenciatura em Música, na Universidade Católica de Santos (Unisantos), e os cinco anos do curso no Conservatório Municipal de Cubatão. Além disso, o músico sem apresenta na noite há 12 anos. Atualmente, os trabalhos “Fabiano Flores e Eu Castanho”, de voz e violão, e como baixista na Banda Du’Casco são os de maior ênfase.


O trabalho voluntário ocorre pelo sexto ano consecutivo. Para o servidor, a iniciativa permite que ele contribua de alguma forma para a comunidade onde a unidade escolar está inserida. “Se eu vou conseguir não sei, mas tenho o sonho de andar pelo bairro e ver os jovens com o violão tocando na rua mesmo”, confidencia o músico. “Tomei essas aulas mesmo como uma missão de vida”.

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